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Sobre o blog.

Blog pros meus textos e para expor minhas opiniões sobre assuntos variados. Ottenibile é em italiano e significa "alcançável" , para me lembrar sempre que essa palavrinha existe e é real. :)

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"Ás vezes é preciso existir. Quase sempre." 

Esse é o título de uma comunidade da qual participo no orkut, cujo moderador tem comunidades um tanto cômicas, mas que me pegou de surpresa com o título dessa, fazendo com que eu devaneasse um pouco sobre o assunto. 
Sei que a vida não se resume a apenar existir, sobreviver, mas a viver da melhor e mais vívida forma possível. Mas a verdade é que existir é, de um certo modo,
viver.
 Você se torna propenso a todas as quedas e medos e anseios de uma vida incerta, de um caminho desconhecido. E, mesmo diante da maior paralisação interior (ou exterior), há ainda, dentro de nós, um coração pulsando por uma vida com mais sentido, uma intensidade inesperada, um conceito de viver diferente. E muitas vezes, mesmo que nos doa, é preciso, sim, existir. E lhe garanto: É bem melhor correr os riscos de existir do que se manter em um meio de segurança que o impede de viver o inesperado.
A vida dói ás vezes. Ela nem sempre é bonita, nem tudo corre como o planejado, de fato. Mas há, sobre tudo isso, vida. Há  amor. Há momentos bons, que fazem, por um momento (ou muitos), com que tudo aquilo que um dia foi uma ferida fosse cicatrizado. E para que, como diz meu pai, tornar maior tudo aquilo que nos causa dor? Para que continuar vivendo no vazio buraco do medo se há lá fora um mundo inteiro à nossa espera?
Eu sei que tudo isso pode soar um tanto clichê e, consequentemente, falso. Mas sempre nos foi mais fácil crer naquilo que, além de clichê, é triste, do que ouvir nosso coração clichê nos dizer para aproveitar uma chance, para deixar de lado o medo, para dar um passo no escuro mesmo desconhecendo o que virá pela frente. Mesmo a dor, mesmo aquela surpresa que não queríamos ver, tudo isso é sentir. E sentir é bom, sentir é viver. Mesmo a dor nos ensina, mesmo as decepções nos tornam melhores. Apesar de tudo ainda há vida. E lutar por ela é tudo o que há de mais lindo nessa vida.

18h39 |
Sobre o Amor.

É tão simples. Tão puro. Tão lindo. Quero dizer, ao menos é o que parece.
Creio eu que amor existe, sim. Mas há apenas uma forma de amor que é aquela que chega mais perto do amor perfeito, aquele que Deus criou: O amor de mãe.
Amor de mãe é aquele que a leva a dar ao filho o seu melhor e ainda assim não exigir nada em troca. É aquele amor que leva uma mãe a mover montanhas, correr perigo, acreditar no impossível, sofrer por não valorizarem suas ações por muitas vezes e chorar sozinha quando ninguém vê. É aquele amor que, mesmo quando há mágoa, feridas e palavras ditas sem pensar duas vezes, não guarda rancor. É aquele que espera, mesmo que a outros olhos seja impossível, uma mudança no modo de ser do filho. É aquele que corre atrás mesmo quando não devia, que se entrega ao risco do improvável sem medo de cair, se for isso que trará a seu filho algum tipo de satisfação.
Amor de mãe é puro, simples e ingênuo, por muitas vezes. É um amor feliz em sua essência, mesmo que por muitas vezes lhe seja difícil sorrir. Amor de mãe é felicidade, porque leva não só ao próprio filho, mas a todas as pessoas ao seu redor um ar puro composto por verdade, levado pelo coração, sentido pela alma.
Amor de mãe tem a capacidade de transformar tudo aquilo que um dia fora feio, esquecido, impossível, insignificante em beleza, verdade, destaque, possibilidade.
Amor de mãe chega mais perto do amor perfeito porque não pede que o amor seja recíproco. Ele por si só se alimenta do próprio amor que por dentro cresce, e cresce sem pedir por nada.
Amor de mãe é lindo, é eterno, é gigante. É diferente de amor de filho, amor de marido, amor de namorados adolescentes, amor de irmão. E, por ser diferente, ele para mim é o maior de todos. É o mais puro. É o amor que tem a real essência da verdade.
É o olhar sincero, o abraço sem interesses, a verdade sem medo, a luta pela melhora, o desejo que, antes sendo próprio, se tornou desejo pela vida do outro. É vida que se entrega à outra vida só para que haja mais vida. É lutar por alguém que não se importa com sua luta, é sentir a dor do filho, é sentir a dor do mundo. É chorar e ter de se recuperar logo para que as coisas continuem como são. É se sentir sozinha e ao mesmo tempo abençoada por ter filhos. É apaixonar-se pela vida mesmo quando ela não parece ter nada para lhe dar, porque uma mãe sabe que a vida já lhe dera o melhor de todos os presentes: Filhos. E é através deles que ela sente que chegou ao mais próximo do ápice de sua vida. E isso é felicidade. Isso é amor. É essência. Esse é o amor perfeito.

15h43 |

Andar ás vezes pode ser tão difícil. É tão dolorido. Seguir em frente pode ser tão complexo que se é quase impossível fazê-lo. E dói. As lembranças de momentos dos quais nunca fiz parte, de vidas alheias que eu desejei que fossem minhas e a dor que sinto por saber que não são têm embaçado minha visão. Entende? Isso dói demais.
E talvez apenas poucas pessoas me entendam. É difícil entender a profundidade de uma dor sem motivos. É complexo. E pode ser dolorido para quem a descobre. Talvez essa pessoa se arrependa. Mas então há algo para se dividir: A dor da descoberta e a dor do sentir. São ambas igualmente doloridas e, por tantas vezes, não passam assim tão rápido. Ás vezes – essa é a verdade -, o tempo não cura. Ele não ameniza, não nos faz esquecer. Eu sei que dói saber disso – me doeu descobri-lo também -, mas há vezes em que a única cura somos nós mesmos. Porque eu percebi que, por tantas vezes, nós corremos atrás da dor. Parece-me que ela tem sido o alicerce de nossas vidas, algo para nos manter de pé. E percebo que temos nos enganado. Caímos tantas vezes e ainda assim insistimos em mantermo-nos sobre a mesma base. Que muitas vezes é tão fraca. E tão imprópria. E dolorida, sempre. E por quê? Por medo. 
A alegria nos parece algo tão grandioso, tão desconhecido que, por medo exatamente desse desconhecido nos privamos de sua descoberta para nos mantermos em nosso meio de segurança. Temos medo do que a alegria pode acarretar e, por não conhecer suas conseqüências, nos deixamos levar pela tristeza. E muitas vezes é um caminho demasiado incerto.
Mas por que, então, não nos arriscamos? Por que não nos deixamos levar pelo desconhecido até que ele se torne um antigo amigo? Pode ser tudo mais simples do que pensamos. E mais agradável. Mas tudo se torna tão complicado pelo medo que deixar de andar se torna o melhor caminho, porque as pernas, já cansadas, não suportam mais o peso de nossas dores e dessas caminhadas tão incertas. 
A incerteza me assusta também. E talvez seja por isso que ainda permaneço no mesmo lugar: Porque não conheço. E o fato de não conhecer me assusta. Tenho medo do que pode vir a acontecer. Andar no escuro pode ser doloroso. E, mesmo que eu saiba que a incerteza do medo também tem me doído tanto, ainda assim me contento com ela porque através dela ainda posso ver o caminho á minha frente. Mas e então? Por que não me arrisco e me deixo levar pelo desconhecido? Porque tenho medo. O desconhecido, mesmo que me traga a felicidade, é escuro demais para minha alma pequena.

14h37 |

Excluí todos os textos desse blog. Vamos recomeçar, que tal? Irei me apresentar. De forma simples e direta.

Meu nome é Luciana. Sou apaixonada por escrever, ler e ouvir música. Odeio ter que acordar cedo mas adoro quando acordo cedo por conta própria. Conto a todo mundo as novidades do meu dia, mesmo que ele não tenha sido assim tão interessante. Percebo coisas pequenas que quase ninguém percebe, odeio que sejam grossos comigo e sou extremamente vulnerável, infelizmente. Amo receber um abraço sincero, ler um fragmento de texto que me faça bem, ouvir uma música boa, saber que alguém se importa comigo. Odeio quem maltrata animais, odeio ter insônia e me iludir com as pessoas. Sou apaixonada por filmes, séries e afins. Sou apaixonada por Friends e pra mim eles são eternos. Acredito que há sempre uma esperança, mesmo quando não há. Acredito nas pessoas mesmo quando isso não é o certo a se fazer. Encho as pessoas próximas a mim para que leiam meus textos e deem opiniões. Amo cantar, mesmo que isso não seja um dom que eu possua. Canto mesmo assim.
Adoro vídeos engraçados no youtube, me apaixono e desapaixono facilmente, não consigo esconder meus segredos, mas escondo os segredos alheios muito bem. Já mudei de opinião várias vezes sobre uma mesma coisa, acredito em Deus e sou apaixonada por Ele, tenho dezenas de textos meus nos documentos do computador. Sinto-me triste sobre coisas bobas e sem tanta importância, espero demais das pessoas e da vida e não sei lidar com decepções. Para mim tudo é o fim do mundo e há sempe um novo começo. Começo as coisas e nunca termino, sou estessada demais, perdoo fácil demais. Tenho um cachorro que não sabe latir, não morde e tem medo de gatos e sou completamente apaixonada por ele. Tenho uma amiga de infância que é como uma irmã, adoro falar no telefone, sinto as coisas com intensidade demais, sou louca para conhecer a Broadway e adoro teatro. Amo minhas unhas e sou louca por esmaltes, adoro moda, quero fazer arquitetura e escrever um livro um dia.
Bom, essas são poucas das milhares de coisas sobre mim. É tudo bem mais complexo do que parece. Ou não, haha.

01h09 |
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